ACSP entrega a lojas maçônicas a sua maior honraria

O Colar Carlos de Souza Nazareth, uma homenagem ao ex-presidente da ACSP que teve papel de liderança na Revolução Constitucionalista de 1932, foi concedido à Grande Loja Maçônica do Estado de São Paulo, ao Grande Oriente do Brasil de São Paulo e ao Grande Oriente Paulista

Rebeca Ribeiro
16/Jul/2025
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ACSP entrega a lojas maçônicas a sua maior honraria

A Associação Comercial de São Paulo (ACSP) homenageou entidades maçônicas de São Paulo na última quinta-feira, 15/07, com a outorga do Colar Carlos de Souza Nazareth, a maior honraria concedida pela associação. Foram homenageadas a Grande Loja Maçônica do Estado de São Paulo, o Grande Oriente do Brasil de São Paulo e o Grande Oriente Paulista.

O Colar faz referência ao ex-presidente da ACSP Carlos de Souza Nazareth, uma das principais figuras da Revolução Constitucionalista de 1932. A outorga é feita anualmente a pessoas e instituições que se destacam por trabalhar pelo bem-estar comum, tornando-se dignas de reconhecimento público.

“A honraria é também uma forma de levar o nome de Carlos de Souza Nazareth e de sua luta à população. Hoje, nós homenageamos uma instituição muito antiga que tem a mesma bandeira da ACSP: servir ao próximo”, disse Roberto Mateus Ordine, atual presidente da ACSP, durante a cerimônia de entrega do Colar.

A maçonaria chegou a São Paulo em 1830 e é conhecida até os dias atuais como uma entidade filosófica, filantrópica, educativa e progressista. Segundo o Grão-Mestre Fernando Fernandes, representante do Grande Oriente Paulista, a maçonaria tem como objetivo formar o indivíduo para viver em sociedade, em prol dos interesses sociais e respeitando a nacionalidade.

Durante a cerimônia, o Grão-Mestre Jorge Anysio Haddad, representante da Grande Loja Maçônica do Estado de São Paulo, apresentou o Obelisco do Parque Ibirapuera como uma representação da importância da maçonaria durante a Revolução de 1932, em uma luta motivada pela Constituição, liberdade e justiça.

“O dia 09/07 sempre foi um feriado, eu sabia o que significava por causa das aulas de história. Mas, a partir do momento em que despertamos a cultura, ela passa a ser mais presente e desperta dois conceitos fundamentais: civismo e patriotismo”, disse Haddad.

Criado em 2018, o Grande Oriente do Brasil de São Paulo é uma associação civil, sem fins lucrativos, que atua no campo de filosofia maçônica e tem ampliado sua atuação na área filantrópica, representada pelo Grão-Mestre Ruberval Ramos Castello, que agradeceu a homenagem e destacou a importância do civismo na sociedade.

O Grande Oriente Paulista, fundado em 1981, possui 320 lojas e mais de 9.000 maçons, foi representado pelo Grão-Mestre Fernando Fernandes, que destacou a importância da Revolução Constitucionalista de 1932 como um marco para o Brasil, tendo a presença dos maçons como figuras relevantes na luta e articulações. “Plantamos a semente de revolta, irmãos se uniram em prol de um ideal, de conduzir o Brasil por meio de uma Constituição digna”, disse. “A maçonaria não é uma entidade do passado, mas uma fraternidade do presente, e queremos educar pelo exemplo, promover o bem-estar social.”

Quem foi Carlos de Souza Nazareth

Presidente da Associação Comercial de São Paulo, Carlos de Souza Nazareth foi importante na luta pela autonomia do Estado de São Paulo em 1932. Foi uma das principais figuras a participar das tentativas de diálogo entre entidades civis e o então presidente Getúlio Vargas, que não aceitava a autonomia do estado, e centralizou as atividades administrativas e econômicas do país.

Nazareth foi um dos nomes responsáveis por fornecer apoio logístico e suprimentos ao exército constitucionalista. Com ideias de campanhas como a venda do distintivo com a frase “Pela Lei e Pela Ordem”, Nazareth, à frente da ACSP, conseguiu arrecadar dinheiro para que os combatentes paulistas conseguissem usar capacetes de aço durante as batalhas.

Apesar do esforço dos 55 mil voluntários paulistas, a Revolução de 1932 não conseguiu parar os 350 mil homens de Getúlio Vargas, e Nazareth foi preso e exilado. No entanto, em 1934, viu seus ideais alcançarem êxito quando a Constituição de 1934 foi promulgada.

O Colar Carlos de Souza Nazareth é uma forma de eternizar o papel do presidente da ACSP. O colar foi reconhecido e oficializado pelo Governo do Estado de São Paulo por meio do Decreto nº 48.033, de 19 de agosto de 2003.

 

IMAGEM: Cesar Bruneli/ACSP

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