Bares e restaurantes esperam alta nas vendas de final de ano; falta de mão de obra preocupa

Pesquisa da Abrasel-SP mostra que 30% dos estabelecimentos paulistas do setor pretendem contratar reforços para o período de novembro e dezembro, mas já há 7 mil vagas abertas em São Paulo que não conseguem ser preenchidas

Redação DC
06/Nov/2025
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Bares e restaurantes esperam alta nas vendas de final de ano; falta de mão de obra preocupa

Pesquisa realizada pela Associação Brasileira de Bares e Restaurantes de São Paulo (Abrasel-SP) mostra que 73% dos estabelecimentos paulistas do setor esperam aumentar as vendas nos meses de novembro e dezembro, tendo como parâmetro igual período do ano passado. Outros 9% projetam estabilidade e 14% acreditam que haverá queda.

Segundo a entidade, as vendas de final de ano são decisivas para equilibrar o caixa e garantir reservas financeiras que ajudam a sustentar os negócios em janeiro, mês em que o faturamento costuma diminuir de forma expressiva por causa das férias escolares e migração de parte da população para destinos turísticos.

Entre os empresários entrevistados que preveem alta, 25% projetam crescimento de 11% a 20%, 24% estimam aumento entre 6% e 10%, 12% esperam crescer até 5%, 4% entre 21% e 30% e 8% acreditam que o faturamento deve subir acima de 30%.

Contratações

O clima de otimismo também se reflete nas contratações: 30% dos empresários pretendem ampliar o quadro de funcionários nos últimos meses do ano e 62% devem mantê-lo.

Apesar disso, o setor enfrenta forte escassez de mão de obra qualificada. Em São Paulo, segundo a Abrasel-SP, há cerca de 7 mil vagas abertas em bares e restaurantes, “número que evidencia o descompasso entre a alta demanda e a falta de profissionais disponíveis, o que leva muitos empresários a investir em treinamentos, benefícios e jornadas flexíveis para formar e reter equipes durante o período de confraternizações.”

Segundo levantamento, entre as funções mais procuradas estão auxiliares de cozinha (70%), garçons (54%), atendentes e cumins (48%) e cozinheiros (42%).

As posições mais difíceis de preencher incluem sushiman (67%), churrasqueiro (67%), chef de cozinha (60%) e gerente (51%).

A pesquisa mostra ainda que 92% dos empresários afirmam contratar pessoas sem experiência anterior, em geral jovens entre 18 e 24 anos. Para enfrentar a concorrência por talentos, 41% das empresas adotam premiações por desempenho, 20% investem em cursos e treinamentos e 19% flexibilizam horários ou oferecem melhores salários, estratégias fundamentais para garantir equipes preparadas e serviços de qualidade no fim de ano.

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IMAGEM: Freepik

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