Desocupação cai para 5,6%, mínima histórica; informalidade segue elevada
Os trabalhadores informais representavam 37,8% da população ocupada do país no terceiro trimestre de 2025, segundo dados do IBGE

A taxa de desocupação no terceiro trimestre de 2025 ficou em 5,6%, a menor da série histórica iniciada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2012. A informalidade, porém, segue elevada, absorvendo 37,8% da população ocupada do país.
Por gênero, o desemprego no período atingiu 4,5% dos homens em condições de trabalho e 6,9% das mulheres. Por cor ou raça, a taxa ficou abaixo da média nacional para os brancos (4,4%) e acima para os pretos (6,9%) e pardos (6,3%).
A taxa de desocupação para as pessoas com ensino médio incompleto ficou em 9,8%, maior que as dos demais níveis de instrução analisados. Para as pessoas com nível superior incompleto, a taxa foi de 5,8%, quase o dobro da verificada para o nível superior completo (3,0%).
No terceiro trimestre de 2025, havia 1,2 milhão de pessoas que procuravam trabalho durante dois anos ou mais, o menor contingente da série para um terceiro trimestre desde 2014, informou o IBGE. Esse indicador recuou 17,8% em relação ao terceiro trimestre de 2024.
O percentual de desalentados (frente à população na força de trabalho ou desalentada) do país foi de 2,4%. Maranhão (9,3%), Piauí (7,9%) e Alagoas (7,8%) tinham os maiores percentuais, enquanto os menores estavam em Santa Catarina (0,3%) e Mato Grosso (0,7%).
Já a informalidade foi maior no Maranhão, onde 57,0% da população ocupada tinham essa condição de trabalho, Pará (56,5%) e Piauí (52,7%). As menores taxas de informalidade foram encontradas em Santa Catarina (24,9%), Distrito Federal (26,9%) e São Paulo (29,3%).
No Brasil, o percentual de empregados com carteira assinada no setor privado foi de 74,4% no terceiro trimestre de 2025. Os maiores percentuais de empregados com carteira estavam em Santa Catarina (88,0%), São Paulo (82,8%) e Rio Grande do Sul (82,0%). Os menores, no Maranhão (51,9%), Piauí (52,4%) e Paraíba (55,3%).
O percentual da população ocupada do país trabalhando por conta própria foi de 25,3%. Os maiores percentuais foram de Maranhão (33,1%), Pará (29,9%) e Amapá (29,1%) e os menores, do Distrito Federal (17,5%), Acre (19,3%) e Goiás (21,5%).
Do segundo para o terceiro trimestre de 2025, a taxa de desocupação caiu em 2 das 27 Unidades da Federação e ficou estável nas demais. As maiores taxas foram de Pernambuco (10,0%), Amapá (8,7%) e Bahia (8,5%) e as menores, de Santa Catarina (2,3%), Mato Grosso (2,3%), Rondônia e Espírito Santo (ambas com 2,6%).
Renda - O rendimento real mensal habitual foi de R$ 3.507. Houve estabilidade frente ao trimestre imediatamente anterior (R$ 3.497) e alta ante o mesmo trimestre de 2024 (R$ 3.373).
Na comparação trimestral, o Sul (R$ 4.036) e o Centro-Oeste (R$ 4.046) foram as regiões com alta estatisticamente significante do rendimento, enquanto nas demais houve estabilidade. Frente ao 3º trimestre de 2024, o rendimento cresceu no Nordeste, Sul e Centro-Oeste.
Já a massa de rendimento real habitual (R$ 354,6 bilhões) apresentou estabilidade frente ao trimestre anterior e expansão frente ao 3º trimestre de 2024. O Sudeste apresentou a maior massa de rendimento real ao longo da série histórica (R$ 176,0 bilhões). Em relação ao 2º trimestre de 2025, a massa de rendimentos cresceu nas regiões Sul e Centro-Oeste e, nas demais regiões, apresentou estabilidade.
IMAGEM: Paulo Pampolin/DC

