Valor médio dos gastos com Pix é estável em R$ 190 desde 2023

O gasto médio chegou a superar os R$ 500 quando o sistema do Banco Central foi lançado, há cinco anos. Dado faz parte de estudo da FGVCemif

Redação DC
17/Nov/2025
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Valor médio dos gastos com Pix é estável em R$ 190 desde 2023

O Pix completa cinco anos de operação neste mês. Ao longo desse tempo, o sistema do Banco Central ganhou forte aceitação entre os brasileiros e, hoje, 90,9% dos consumidores pessoas físicas afirmam que já utilizaram pelo menos uma vez o sistema de pagamento.  

Já nos primeiros anos mostrou que havia caído no gosto da população. Em novembro de 2020, quando foi lançado, era utilizado por 6,2% da população adulta do país. No ano seguinte, já havia conquistado 49,5% dos brasileiros. Desde então cresceu ano após ano até chegar aos números atuais.

Essas informações fazem parte da pesquisa “5 anos do PIX: 10 perguntas para entender como ele se espalhou pelo Brasil”, do Centro de Estudos de Microfinanças e Inclusão Financeira (FGVCemif) da Fundação Getulio Vargas (FGV EAESP).

Valor médio - O estudo também analisou o valor médio das transações realizadas, que se estabilizou em torno de R$ 190, após 2023. No início, porém, a média de valor das transações era bem maior. Em 2020 chegou a R$ 503, caindo para R$ 295 em 2021 e para R$ 239 em 2022, até estabilizar nos R$ 190.

 

Regiões – Outra curiosidade é que a dispersão do Pix pelo Brasil não foi linear ao longo dos cinco anos. Nos primeiros anos, a utilização do sistema ficou concentrada nas regiões Sudeste e Centro-Oeste. Em 2021, mais da metade da população dessas regiões já utilizava o sistema.

Mas, a partir de 2023, o Norte assumiu a dianteira, atingindo as maiores taxas de adesão do país. O Nordeste, que apresentava níveis iniciais de adesão mais baixos no início, recuperou espaço e reduziu a distância em relação ao Sudeste.

“O Pix apresenta uma elevada taxa de adesão em todo o país. A frequência de uso e o valor médio das transações indicam que o sistema se transformou em uma instituição do cotidiano, amplamente utilizada também pela população de baixa renda. No futuro, novas funcionalidades acopladas ao Pix deverão ampliar mais seu papel na inclusão financeira e na digitalização dos pagamentos”, diz Lauro Gonzalez, coordenador do FGVcemif e um dos autores do estudo.

Metodologia - Os dados foram colhidos das Estatísticas do Pix por Município, disponíveis na Plataforma de Dados Abertos do Banco Central do Brasil, e do cruzamento de dados do Pix com dados do Censo Demográfico de 2022, disponibilizado pelo IBGE.

Os autores optaram por selecionar apenas transações de pagamento feitas por pessoas físicas e fizeram análises comparativas do mesmo mês em diferentes anos para cada estado, região e município.

 

IMAGEM: BC/divulgação

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